O que é a área das Ciências da Dança?

O que vem na sua cabeça ao ouvir a palavra ciência?

Uma pessoa de óculos, jaleco branco, tubos de ensaio, computador e café, muito café. Também fórmulas matemáticas e jargões estatísticos que parecem outra língua. Conferências com pessoas inteligentíssimas falando seriamente sobre descobertas e avanços, quebrando barreiras e mudando o mundo. Baseados nessa imagem, o que a dança tem a ver com isso?

Tudo! Pois a ciência é um campo excitante, relacionado com descobertas sobre tudo que permeia o universo, incluindo os seres humanos, e tudo que permeia os seres humanos, incluindo a arte, e tudo que permeia a arte, incluindo a dança. Cientistas ou pesquisadores, investigadores, observadores, exploradores, investigantes, como preferir chamar, são pessoas motivadas pelo frio na barriga em desvendar aquilo que não sabemos ou aquilo que não foi feito antes. Está relacionado com criação. Assim como a dança.

A ciência busca saber o que foi feito no passado, porque e como, para entender como as coisas poderão ser feitas no futuro. Ela se baseia no que fizemos de certo e o que não precisamos repetir pela experiência de fazer errado, mas ela vai mais além, ela oferece recursos para que a análise desses resultados seja fidedigna. A ciência é necessária pois apresenta resultados confiáveis devido aos métodos utilizados. Até os métodos utilizados são desenvolvidos com base no estudo científico desses próprios métodos, o que chamamos de metodologia. E é exatamente por ser tão criteriosa, cuidadosa, e ter um olhar focado procurando minimizar os erros e maximizar os acertos é que podemos acreditar na ciência.

Já era tempo que a dança precisava desse olhar. Porque não queremos apenas a produção de arte a qualquer custo, bailarinos aposentados ou deixando a profissão por lesão, ou até mesmo bailarinos que não chegaram a se profissionalizar porque não tinham o “corpo adequado”.

A ciência não engessa, ela que nos da liberdade e possibilidade de alcançar lugares que jamais estivemos antes. Lugares de mais saúde e compreensão corporal, que tenha espaço para mais artistas e que seja embasado no processo e não só no resultado. Está na hora da dança ser mais como a ciência e entender que o espetáculo é consequência da preparação que fazemos antes de entrar no palco, nos bastidores. É o resultado e a consequência, mas não o foco. O foco deve ser no processo. Pois assim como na ciência, a arte não tem fim, não termina quando a cortina fecha.

O que as Ciências da Dança estudam?

A área das Ciências da Dança é muito ampla e comporta vários conjuntos de saberes que permeiam a dança, por isso não devemos chamar de ciência e sim empregar o termo no plural, ciências. Segundo Aristóteles a ciência é definida como um “conhecimento demonstrativo”, um saber que pode ser demonstrado através de testes e ensaios. O conhecimento científico é baseado em observações e experimentações que servem para atestar a veracidade ou falsidade de determinada hipótese, enquanto o conhecimento empírico, até então muito utilizado na dança, é o conhecimento adquirido através da observação e baseado na experiência; senso comum. 

Além disso, áreas que não faziam parte do cotidiano do artista passaram a fornecer mais possibilidades de entendimento por meio de diferentes pontos de vista como a biomecânica, fisiologia, psicologia, aprendizagem, pedagogia, treinamento, dentre outras, com olhar especificamente voltado aos bailarinos e suas necessidades.

Chegou a hora então de unir essas áreas para que os bailarinos percebam a relação entre si e o ambiente, ou seja, tenham mais consciência. E para que possamos compartilhar os conhecimentos adquirido por cada um, inspirados pela origem da palavra consciência: do latim conscientia – conhecimento de algo partilhado com alguém.

Queremos mais que dançar com ciência, queremos que a consciência dance. Então Dance ComCiência.

Para mostrar o potencial que a união da Ciência com a dança pode ter na vida e carreira de bailarinos o Bastidores lançou o I Festival Dance ComCiência. O objetivo é demonstrar na prática como o conhecimento teórico pode ajudar a formar bailarinos mais completos.

Participe! Informações e regulamento pela Plataforma EAD Bastidores https://www.bastidorestreinamento.com

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