Webinários Semana Cultural da Dança

Jussara · 30 de julho de 2021

Série de 5 Webinários com discussão

Webinário 1: Vocação, carreira e projetos: desafios para o artista da dança – com José Márcio Barros e Debate: Caminha pelo seu corpo um silêncio – com Míriam Dascal

Resumo do Webnário: Vocação é uma espécie de pré-requisito para a construção de uma carreira artística. Entretanto, longe de se confundir com a ideia de dom, vocação é o resultado de nossas buscas e trocas. A gente constrói a nossa vocação. Mas sem a competência para projetar, sem a capacidade de pensar onde quero chegar e como faço para atingir o que quero para a minha carreira artística, tudo fica mais nebuloso e difícil. Portanto, vocação, carreira e projetos são três dimensões inseparáveis para quem quer fazer da arte seu modo de estar no mundo.

Sobre José Márcio Barros: Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), Mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980). Professor do Programa de Pós Graduação em Artes da Universidade do Estado de Minas Gerais e do Programa de Pós Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA. Atua nas áreas da Gestão Cultural, Políticas Culturais, Diversidade Cultural, Processos de Mediação e Antropologia e Comunicação. Coordena o Observatório da Diversidade Cultural, integra o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – CULT, o Programa Pensar e Agir com a Cultura e participa da Rede de Pesquisadores em Políticas Culturais.

Webinário 2: Dança e educação especial – com Evanize Siviero e Oscar Capucho e Debate: Tango do escárnio – Oscar Capucho

Este diálogo parte das experiências e das reflexões de processos educacionais e artísticos da dança com pessoas com deficiência. Mas, mais do que isso, parte do olhar para corpos que não são paralisados pela deficiência, corpos que, com sua expressividade única e tangível, se empoderam de suas próprias histórias e identidades e se conectam com outros corpos em fluxo contínuo e transformador de sua própria arte, onde o singular se torna plural. Convidamos vocês a olharmos por este prisma e refletirmos qual é o nosso olhar para o nosso corpo e para o corpo da pessoa com deficiência na dança.

Sobre Evanize Siviero: Pós Doutora em Educação Especial pela UFJF, doutora em Pedagogia da Motricidade Humana – Dança e Educação Somática, pela Universidade De Lisboa – PT. Mestre na área de Pedagogia da Motricidade Humana pela Unesp – Rio Claro. Bacharela e Licenciada em dança pelo curso de Artes Corporais da UNICAMP, especialista em Teorias e Métodos de Pesquisa em Educação Física e em Atividades Motoras Adaptadas pela UNICAMP. Atuou na Cia Domínio Público de Dança sob a direção de Rolly Crawel; grupo Caleidos Arte e Ensino sob a direção de Isabel Marques. Foi coordenadora do projeto Teia do Saber em Artes pela FEUC – São José do Rio Pardo e do projeto de pesquisa e extensão na área de Lazer e Qualidade de Vida pela Fafibe em Bebedouro. Ministrou aulas de Dança e Capoeira nos cursos de Educação Física na FEUC – São José do Rio Pardo e FAFIBE – Bebedouro, foi diretora e coreógrafa do grupo Faatus de Dança da FEUC. Atualmente é professora efetiva da UFV – MG no curso de Dança, onde ministra as disciplinas Didática para o Ensino da Dança e Dança e Educação Especial. Coordenou o Grupo de Estudo de Dança e Educação Somática e é pesquisadora do Núcleo do Grupo de Pesquisa em Inclusão, Movimento e Ensino à Distância da UFJF-MG e do Grupos de Pesquisas: Artes da Cena Contemporânea: corporeidade, educação e política; e Estudos Integrados em Dança, Teatro, Dança-Teatro e Tecnologia em Dança, ambos certificados pelo CNPq.

Sobre Oscar Capucho: Amante das artes, Oscar Capucho é um ator cego formado em teatro pela UFMG. Iniciou sua carreira artística atuando, onde adquiriu uma vasta experiência participando de vários espetáculos com diversos diretores teatrais. Como um cego se movimenta? Essa é a pergunta que sempre foi recorrente… Artista curioso e sem medo de desafios, se propôs a pesquisas de movimentos corporais sempre motivado pela dança para descobrir essas respostas… Respostas que nunca estarão prontas, mas que levou o artista a receber relevantes convites para trabalhos de danças e até representar o Brasil na cerimônia de abertura dos jogos paralímpicos Rio 2016, executando um pas de deux ao lado da bailarina também cega Renata Mara. Hoje integrante da Cia Ananda de dança contemporânea segue suas pesquisas compartilhando suas experiências, através de workshops pelo Brasil e pelo mundo.

Webinário 3: Produção artística e cultural em dança – com Rick Campolim e Carla Gontijo e Debate: Meu doce estimado – com Dalilla Leon

O workshop tem como objetivo principal incentivar e capacitar artistas, fazedores de cultura, produtores e comunidade em geral na escrita de seus projetos culturais, a partir de editais públicos/privados, bem como estimular o engajamento na formulação de políticas públicas de cultura a nível municipal, estadual e federal. A proposta tem como público artistas iniciantes e emergentes, produtores culturais, fazedores de cultura das comunidades, profissionais da área da dança, alunos da rede pública, coletivos de diferentes segmentos, e comunidade em geral, que desejam adentrar no mundo da produção cultural e elaboração de projetos.

Sobre Carla Gontijo: Pesquisadora da dança, diretora fundadora do Estúdio ID Investiga Dança e da Cia DI Ninguém Núcleo de Investigação em Dança, pedagoga com formação em Pedagogia do Movimento para o Ensino da Dança (UFMG), especialização em Técnica Klauss Vianna (PUC/SP), mestrado em Arte e Experiências Interartes na Educação (UFMG), pós graduanda em Estudos Contemporâneos em Dança (UFBA).

Sobre Rick Campolim: Elaboração, agenciamento e produção de projetos culturais da Escola de Dança Variação e do Estúdio ID – Investiga Dança, somando mais de 20 espetáculos de dança / eventos diversos, cerca de 30 eventos multiculturais inclusive projetos sócio-culturais destinados a crianças e adolescente em estado de vulnerabilidade social. Produção da Rés Cia. de Dança de Ouro Preto – MG (elaboração, agenciamento e coordenação de projetos culturais) desde 2001, com destaque para a produção da performance de lançamento da exposição Victor Brecheret, embaixada da França, Brasília – DF, turnê da Rés Cia. de Dança pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura – 2002 e 2003; atuação como Bailarino da Rés Cia. de Dança nos espetáculos Metrópole, Dançando na Escola e Nous – 2002 e 2003. Produção executiva: projeto Ouro Preto – Cidade Contemporânea – intervenções urbanas de dança “Caminho Vertentes” (2005 e 2006), “Dos Porões” (2006 e 2007), Ouro Preto – MG; imersão artística “Esgoto” (2012), Ouro Preto – MG; espetáculo de dança “Dois ou mais no mesmo espaço” e intervenção urbana de dança – “Tempo e Memória” (2012). Concepção, elaboração, agenciamento e produção executiva do projeto 1° Festival de Inverno de Itapeva – SP.

Webinário 4: A importância da história no ensino da dança – com Natália Samarino e Debate: O Boi Voador – com Fernando Martins.

No Webinário vamos discutir acerca das diversas origens do ensino de dança, na sociedade ocidentalizada, desmistificando as narrativas construídas ao longo do século XX. Conversaremos sobre o processo de construção dos métodos de ensino da dança e do ballet, analisando o seu contexto político-social e as modificações e permanências do ensino transformadas em tradição por seus repetidores.

Sobre Natália Samarino: Natália Samarino bailarina e Historiadora da Dança, Bacharel e Licenciada em História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Bailarina formada pela Royal Academy of Dance. Atuou como bailarina na Companhia de Dança SESI Minas de 2001 a 2005, e no Grupo Mineiro de Danças Clássicas de 2005 a 2007. Ministra cursos de História da Dança no Ballet Mariana Lopes, Mostra Dança e no Intensivo de Dança curso de verão. Foi professora e coordenadora do Ballet Cristina Vaz do ano de 2005 a 2017. É diretora artística do Pas de Quatre – Centro de Dança. E escreve mensalmente artigos de História do Ballet na Revista Dança Brasil.

Webinário 5: Economia Criativa e as artes cênicas em Mariana e região – com Antônio Carro e Debate: Motus – O Congresso do Medo – com Ananda Cia de Dança.

A ONU declarou 2021 como “Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável”, e no próximo dia 21 de abril será comemorado o DIA MUNDIAL DA CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO, e se tornará uma importante data de mobilização para o tema. É importante considerar que as artes cênicas (a dança, o teatro, o circo e congêneres), segmentos que possuem grande presença em Mariana e Ouro Preto, fazem parte da economia criativa. O relatório da ONU enfatiza que: “Se bem nutrida, a economia criativa pode ser uma fonte de transformação econômica estrutural, progresso socioeconômico, criação de empregos e inovação. Ao mesmo tempo, contribui para a inclusão social e o desenvolvimento humano sustentável”. Por exemplo, na América Latina, mesmo com a crise, ela deve movimentar algo em torno de U$174 bilhões, contribuindo para a geração de mais de 20 milhões de empregos nos próximos anos. Neste bate papo, vamos conhecer mais sobre Economia Criativa com foco nas artes cênicas, formas de produção e financiamento, e como os trabalhadores do setor na região podem se articular para fortalecer a própria atividade.

Sobre Antonio Caieiro: É empreendedor do setor cultural, sócio-diretor da Planeta Cultura & Sustentabilidade, empresa de design e operação de projetos em setores criativos, com atuação em mais de cem municípios de sete estados brasileiros e sedes em Ouro Preto e Mariana. No portfólio da Planeta destacam-se projetos como Trilhas da Cultura, Cultura em Rede, Conexões Criativas, Programa De Integração Cultural – PIC, Raízes, entre outros, de atuação regional e nacional em segmentos como Artes Cênicas, Culturas Tradicionais, Música, Artesanato, Gastronomia. Em sua trajetória a empresa recebeu diversas premiações nacionais pela inovação em seus projeto entre elas, os primeiros lugares nos Prêmios: “Eco – Categoria Cultura” concedido pela Câmara Americana do Comércio; “LIF” – Da Câmera Francesa do Comércio, ABERJE , da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e Prêmio Cultural da Câmara Árabe do Comércio. Em Mariana, a Planeta também assessora o desenvolvimento do DISTRITO CRIATIVO PASSAGEM. Também acaba de implantar o PLANETA CLUSTER, iniciativa que integra ações de empreendedores de 12 municípios do circuito histórico de Minas e região metropolitana de Belo Horizonte, articulados pela empresa.

Este curso tem TRADUÇÃO SIMULTÂNEA EM LIBRAS.

Este curso faz parte da Semana Cultural da Dança que ocorreu ao vivo do dia 12 a 16 de Abril de 2021 organizado por Jussara Braga Bastos.

Sobre o Instrutor

Jussara

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